Zé. Pateta, pirata, poeta. Pode pedir penico, pede poesia. Pensa e aprende, Zé:
Tudo nessa vida entorta
e você se entorta por tudo
Nessa porra dessa vida torta.
Entorta e se vira e tenta e se fode todo.
Zé. Tonto, tosco, troco. Tenta, tonto, torce, tomba. Entorta, Zé.
Coração é mole e tudo é frágil:
Ele enfraquece, tudo esfarela;
numa fraqueza que foi fácil
Fica a ferida fodida pro infinito.
Zé. Fraco, fresco, frágil. Enfrenta, forja, força, enforca. Se esforça mais, Zé.
Vê? Vale a pena viver
se você mesmo se esvai,
violência que ninguém vê?
Vê? De quem é a vitória?
Zé. Vil, volátil, vivo? Vem, vê e sê vencido. Não fica cego, Zé.
Um erro que é coisa de rato
corrói tudo que restava.
Raiva! Rente rastejo
e relembro seu rosto.
Zé. Não se arrisca. Não erra mais, Zé.
Conto agora a culpa:
Culpo minha cara,
canto meu já carcomido
coração e me culpo.
Zé. Escute cá um conselho: não erra nunca, Zé.
Mas a morte já mandada,
irmã macabra e medonha
mente e marca minha alma.
Eu mudei! Mas muda nada.
Zé. Ama menos e morre menos, a cada amor morrido.
Zé. Não escuta os bobos que dizem
que mais vale perder um amor
do que nunca ter amado.
Se desconfia, experimenta, Zé.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Ai que felicidade!
O engraçado dessa frase é que eu posso estar destruído por dentro e vocês nem desconfiam.
Bem, talvez desconfiem agora.
Ai que tristeza!
Bem, talvez desconfiem agora.
Ai que tristeza!
domingo, 14 de dezembro de 2008
Vida de jardim
A casa era dessas de rua pequena,
Em que os cachorros encoleirados
Passeiam e cagam, todos eufóricos
com o dono atrás, nariz empinado
no bairro tranqüilo, em casas e árvores.
mas com uma casa e umas árvores
canto um tanto quanto especiais
Não por maiores ou mais modernosas
mas mais por singelas as flores mortais
Como as outras, vivas-
Penico. Cacete, escrever em versos decassílabos é difícil demais.
Em que os cachorros encoleirados
Passeiam e cagam, todos eufóricos
com o dono atrás, nariz empinado
no bairro tranqüilo, em casas e árvores.
mas com uma casa e umas árvores
canto um tanto quanto especiais
Não por maiores ou mais modernosas
mas mais por singelas as flores mortais
Como as outras, vivas-
Penico. Cacete, escrever em versos decassílabos é difícil demais.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
War
O segredo é conquistar a Oceania ou a América do Sul logo na primeira rodada.
É assim que eu jogo War.
Quem me dera viver fosse tão fácil quanto dominar o mundo.
É assim que eu jogo War.
Quem me dera viver fosse tão fácil quanto dominar o mundo.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Imbróglio expataqüável de convicções intraencefálicas
Hoje, tudo é arte:
Economia-arte, futebol-arte.
A arte de eficientemente maximizar a produção interna humana da empresa fazendo pausas de exatos 5 minutos regularmente a cada 2 horas e um churrasco de fim de ano.
Os novos capatazes, RH-arte.
A gente agüenta, faz parte.
A Arte da Guerra,
a guerra da arte:
Computadores fazem arte.
Artistas fazem dinheiro.
Toda essa arte me cansa os olhos
e me dá uma artrite danada.
Meu meio é mensagem,
minha meta é metáfora
meu sentido, sentimento.
Meu jogo,
Enigma.
Economia-arte, futebol-arte.
A arte de eficientemente maximizar a produção interna humana da empresa fazendo pausas de exatos 5 minutos regularmente a cada 2 horas e um churrasco de fim de ano.
Os novos capatazes, RH-arte.
A gente agüenta, faz parte.
A Arte da Guerra,
a guerra da arte:
Computadores fazem arte.
Artistas fazem dinheiro.
Toda essa arte me cansa os olhos
e me dá uma artrite danada.
Meu meio é mensagem,
minha meta é metáfora
meu sentido, sentimento.
Meu jogo,
Enigma.
Assinar:
Postagens (Atom)